Cúpula dos BRICS ocorre de 3 a 5 de setembro na China

A China será a sede da cúpula dos BRICS (grupo de países que engloba Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) de 3 a 5 de setembro, no ano que marca a entrada da segunda década do bloco.

O termo foi cunhado pelo economista Jim O”Neill em 2001 para destacar as nações emergentes que, segundo ele, dariam passos adiante em suas trajetórias de desenvolvimento. Nunca foi um grupo oficial, mas fato é que as articulações entre governos ganharam fôlego ao longo dos anos – até mais do que os rumos de desenvolvimento da maioria dos países. A China, cujo vigor é o mais robusto, arrefeceu as taxas de crescimento, deixando os patamares de dois dígitos registrados na  primeira década do século para incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) anualmente em torno de 7% hoje.

O encontro de setembro vem na esteira de uma crise que se agrava no Brasil, de uma China que busca hegemonia no bloco, mas não só nele, pois o país é ativo militante da globalização e defensor de políticas pelas quais usualmente era criticado há pouco, como a defesa do ambiente, num contraponto interessante ante o arroubo anti-ambiental do presidente norte-americano, Donald Trump.

Será um BRICS para se estar atento. O palco é Xiamen, capital da província de Fujian, de onde se enxerga Taiwan, do outro lado do estreito. Observar é sempre necessário. Participar melhor ainda.

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