Grupo HNA conclui compra de parcela do Galeão

O grupo chinês HNA concluiu a compra das ações da Odebrechet Transprort na concessionária RioGaleão, responsável pelo aeroporto internacional do Rio de Janeiro, o Aeroporto Internacional Tom Jobim. O negócio, de R$ 60 milhões, envolve 31% das ações da concessionária.

A operação agora passará pela análise das autoridades. Mas a HNA já é conhecida dos brasileiros: em 2015, comprou 23,7% da ações da Azul – e agora deve assumir até 20% da portuguesa TAP ao comprar os 13% que a própria Azul mantém na companhia europeia. Aliás, o grupo já faz de Portugal um hub logístico, também de olho no Brasil. Neste mês, a companhia Capital Airlines, outra subsidiária da HNA, lançou o primeiro voo direto entre Lisboa e Beijing. A viagem é oferecida três vezes por semana.

A HNA é uma das principais companhias privadas chinesas com negócios no exterior. A operação começou em 1993, na província de Hainan, quando a empresa lançou negócios com uma estatal provincial,  negócio mais tarde desfeito. Hoje, o leque de atuação é amplo. Além da aviação, há hotelaria, tecnologia ecológica, finanças e logística, num total de 400 empresas – em muitas das quais mantém apenas fatia do negócio.

Parte da suíça Dufry, que opera lojas em aeroportos de quase todo o mundo, é da HNA. Outra suíça foi totalmente comprada pelos chineses, a Gategroup, que fornece comida para a aviação. Mas parte dos hotéis da rede Hilton também pertence à HNA, para fugir apenas do setor de aviação. Para além do turismo, chama a atenção o fato de a a HNA ter quase 10% do alemão Deutsche Bank.

A companhia não brinca em serviço. A empresa já vale US$ 50 bilhões, o Produto Interno Bruto (PIB) anual da Bulgária.

Quem sabe o Galeão e a Azul representem só o começo da história por terras brasileiras. Os laços com o país já vêm de mais tempo, via compra de jatos da Embraer.

Na semana passada, num movimento diferente das já habituais aquisições de gigantes de diversos setores mundo afora, a HNA – por meio da principal companhia área do grupo, a Hainan Airlines, aproveitou a Semana de Moda de Paris para lançar os novos uniformes da tripulação, assinados por Lawrence Wu. Uma jogada agressiva inclusive em branding, campo no qual muitas empresas multinacionais chinesas ainda são tímidas.

Para matar a curiosidade, um pouco do que foi apresentado em Paris. A inspiração das roupas femininas é cheongsam, o vestido tradicional da China pós-imperial.

 

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